terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Frases analisadas do Hegel e Steve Jobs


“A única lição da história, é que da história não se extraem lições”.
Hegel

Perante a afirmação de Hegel em que o mesmo diz "a única lição da história, é que da história não se extraem lições" posso dizer que concordo em certa parte mas de outra não concordo. No geral da vida, temos de olhar à história (ao passado) para podermos notar nas diferenças existentes e desde o passado ao presente, e ao notarmos essas diferenças vamos poder alterar o futuro. Exemplo, estaríamos habituados a correr nos dias de Verão  e depois beber água fresca, acabávamos doentes, aprendemos mudamos os hábitos e melhoramos por não o voltar a fazer. contudo de um ponto de vista mais alargado, não é a própria historia que nos da lições, mas sim os conhecimentos que advém dela, não é por um ex-primeiro ministro ter sido corrupto que o vindouro o será também  mas com certeza esse terá a vantagem de saber o que não fazer e o que alterar para ter sucesso pelas experiências anteriores, que é a historia.

“Se olharmos para o nosso próprio corpo, as nossas células são especializadas, mas cada uma delas tem o plano global de todo o organismo”.
Steve Jobs
Segundo a afirmação do Steve Jobs, tenho de concordar totalmente, pois o nosso corpo pode ser comparado a uma máquina  ambos tem de exercer as suas funções  e se houver alguma peça que esteja fora de serviço, automaticamente vai prejudicar o funcionamento total. Exemplo, se uma máquina de lavar roupa tiver a bomba de água estragada, toda a roupa irá ser lavada, mas depois a própria máquina não escoa a água para fora, da mesma forma que se um ser humano tiver algum problema físico  seja ele amputações de membros, problemas de coração, ou outra coisa qualquer  até pode haver metidos para remediar os problemas, mas o ser humano ficara sempre limitado a certas funções, por isso todas as células do corpo tem uma igualdade parcial na importância do organismo, parcial porque de certo que uma pessoa pode viver sem 1 perna, mas nunca sem um coração, ou um cérebro.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mudança Social e Desporto

O desporto, desde há muito tempo, tem vindo a transformar-se a uma velocidade vertiginosa. Podemos bem dizer que, no quadro da sociedade atual, as transformações se processam, em muitas situações, a uma velocidade maior do que a nossa capacidade de análise. Em conformidade, é necessário um esforço complementar para compreender os processos que determinam a mudança social, se quisermos compreender aquilo que tem vindo a acontecer ao desporto.

No desporto é fundamental conhecer aquilo que existe, muito mais importante ainda é compreender aquilo que está a mudar. Só se pode gerir o desporto se compreender aquilo que está a mudar. Hoje gerem-se processos de mudanças social e organizacional. Portanto, compreender a ideia e os processos de mudança é fundamental para se compreender o desporto e a sua situação, não só no momento atual como também no futuro.

As diversas perspectivas que têm vindo a abordar a mudança social, podem ser agregadas, em nossa opinião, em três grandes categorias fundamentais.
A primeira integra os quadros teóricos que são ênfase às características gerais que a mudança social pode assumir. A segunda. agrega a forma que a mudança social pode assumir. A terceira, equaciona os conteúdos da mudança social.

Imre Lakatos, filósofo das ciências dizia que cada processo de mudança ou de desenvolvimento, tem um programa específico que configura o padrão de transformação e atribui-lhe determinadas características.
Robert Nisbet, caracterizava a mudança social a partir da própria história. Para ele não pode haver reflexão, teoria ou investigação sobre a mudança social que se distinga da própria história.

Alvin Toffler na obra "A Terceira Vaga" apresenta aquilo que domina de "código oculto da civilização industrial". Segundo o autor, a sociedade industrial, a da "segunda vaga" pode ser caracterizada por um conjunto de seis princípios (características) que percorrem todas as suas atividades, do sexo ao desporto incluindo a própria guerra. São eles: Concentração; Centralização; Especialização; Estandardização; Maximização; Sincronização.

Num segundo grupo podemos agregar as perspectivas que tratam a mudança social a partir da forma. Por exemplo: Segundo Thomas Kuhn, a mudança obedece, em geral, a um processo que se desencadeia em três fases: Ciência normal-revolução-nova ciência normal. Nesta perspectiva trifásica, existe uma interpretação descontínua e conflitual do desenvolvimento.

Charles Handy, desenvolve, para explicar as questões relativas à forma da mudança, A " Teoria da Curva de Sigmóide"que, como se sabe é uma curva em forma de (S). Representa a "história da vida". A metáfora da vida. Nascemos, crescemos, desenvolvemo-nos, entramos em declínio e, finalmente, morremos.
O que se passa com as pessoas, passa-se também, com as ideias e as organizações, e até com os próprios impérios e civilizações.

Alvin Toffler vê a história como uma "sucessão de vagas". Há cerca de dez mil anos iniciou-se  a revolução agrícola, quer dizer, a primeira vaga de mudança. Há cerca de duzentos e cinquenta anos começou a desencandear-se a 2ª vaga, que o autor denomina de revolução industrial. Em alguns países e regiões do Mundo estão a entrar na 3ª vaga, denominada de revolução pós industrial.

A mudança social tem sido, ainda, estudada por autores que procuram ver na sociedade determinadas realidades em mudança. Procuram encontrar conteúdos da mudança.
Podemos encontrar sintonia nos seguintes aspectos que organizam os conteúdos da mudança: Demografia; Informação; Globalização; Tecnologia; Organização Social; Ambiente; Estratégia; Descentralização; Trabalho; Formação.
Vivemos num mundo e num desporto em permanentes transformações. Num sistema em que só a mudança é imutável. É conveniente encontrar quadros de análise e de referência que facilitem a compreensão daquilo que está a acontecer. O desenho do desporto do futuro tem de ser encontrado tendo em atenção as características, a forma e a substância dos conteúdos da própria mudança social. A não ser assim, o desnorte será completo.